Empreendedores encontram maneira de driblar a crise com soluções criativas

Por Redação Azulis

Prestadores de serviços e empreendedores que oferecem produtos que não podem ser entregues começaram a apostar em estratégias para driblar a crise. Saiba mais!

A crise está impactando todos os tipos de negócio, que estão, sem exceção, tendo que se reinventar de alguma forma. Os empreendedores que podem entregar produtos, por exemplo, se adaptaram à nova realidade apostando em serviços de delivery ou ações como o Salve os Pequenos, plataforma da Azulis que conecta empreendedores que estão entregando produtos a consumidores que não estão saindo de casa. Mas como ficam os prestadores de serviços?

Desde o começo da quarentena, ideias criativas de contornar esse problema começaram a surgir. Para os prestadores de serviço ou empreendedores que oferecem produtos que não podem ser entregues, surgiu a solução do voucher de crédito. Ela varia entre os estabelecimentos e iniciativas, mas, no geral, o consumidor compra como se fosse um “vale-serviço” para usar após a quarentena e gerar renda para o negócio até lá. Abaixo, você confere algumas iniciativas e estabelecimentos que estão criando formas de driblar a crise:

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Grandes pelos pequenos

Grandes empresas como a Stella Artois, Nestlé e Nespresso se uniram para criar a plataforma colaborativa Apoie um Restaurante. Ela funciona da seguinte maneira: o cliente compra um voucher com 50% de desconto e pode usá-lo até o fim do ano no estabelecimento que escolheu. Ou seja, se ele pagou R$ 50, ele poderá consumir R$ 100 e quem arca com o desconto é a Stella Artois e os parceiros da iniciativa.

Quem pode participar do projeto são estabelecimentos dos mais variados, como cafés (máximo de 200 vouchers por estabelecimento), bares e restaurantes (máximo de 100 vouchers por estabelecimento) e confeitarias e padarias (máximo de 100 vouchers por estabelecimento) que passam por uma seleção. É importante também avisar que é preciso ter uma conta na Stone, uma das parceiras, mas não há taxas sobre as vendas e elas caem nas próximas 48h úteis na conta do estabelecimento.

No momento, as vagas para se inscrever no projeto estão cheias, mas já anunciaram que abrirão mais em breve, é só acessar o site.

Ajuda tech

Uma iniciativa parecida está sendo feita pelo OiMenu, startup de cardápios digitais. Eles desenvolveram uma ferramenta 100% gratuita, onde clientes podem comprar dos estabelecimentos preferidos durante a quarentena para consumi-los depois.

“Muitos estabelecimentos estão otimistas com essa nova plataforma, já que toda a arrecadação obtida por meio dela será repassada integralmente a eles”, explica Isaac Paes, CEO da OiMenu.

O sucesso da iniciativa, no entanto, depende de cada estabelecimento, uma vez que cada restaurante é responsável por criar o seu próprio link na plataforma, mas é opção de cada um se quer dar algum incentivo, como desconto ou sobremesa grátis. O CEO da plataforma conta que a diferença entre negócios que dão benefícios e os que não dão é perceptível: “Temos visto que restaurantes que apenas divulgam o link do voucher sem oferecer algo em troca, pouco retorno têm. Mas os que estão dando benefícios têm atraído muitas pessoas.”

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Iniciativas independentes

Outro tipo de empreendimento muito afetado pela crise são os salões de beleza, que em sua maioria têm criado seus próprios vales e promoções. Seguindo no formato dos vales, o salão Emma Beauty, de São José dos Campos, criou vouchers que podem ser comprados enquanto o salão está fechando ou com atendimento reduzido.

“Inicialmente, disponibilizamos somente pacotes de serviços de manicure e pedicure. Mas a repercussão com nossas clientes foi tão boa, que atendemos aos pedidos e disponibilizamos também serviços de hairdresser, estética e podologia”, conta Gustavo Ismael, proprietário do salão. Com a ajuda, o salão tem conseguido superar a crise e manter a equipe de 10 funcionários.

Outro exemplo é o Cosmobeauty, empresa de dermocosméticos, que, além de estarem oferecendo descontos em kits de produtos de beleza para profissionais, também criaram uma ação um pouco diferente dos vouchers. Na iniciativa Home Care Express, as esteticistas cadastradas na Cosmobeauty fazem vendas de produtos de uso home care para o consumidor final e ganham uma comissão de 20% sobre cada venda.

“É uma forma de ajudar os profissionais de estética a terem um renda extra durante este período. A empresa nunca vendeu para público final, é a primeira vez”, afirma Fernanda Sanches, farmacêutica e dona da Cosmobeauty.

De fato, parece estar funcionando: com início no dia 23 de março, até o momento a ação já impactou 100 mil profissionais do segmento estético e, com um resultado tão positivo, Sanches revela que considera estender a forma de negócio para além da quarentena, criando um novo braço de atuação para a Cosmobeauty.

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