Business plan: como fazer um bom plano de negócios

Por Redação Azulis

Antes de abrir um negócio, é preciso estudar os desafios do mercado, conhecer o público-alvo, entender se a empresa é financeiramente viável e antever os riscos

Esse planejamento chama-se business plan, ou plano de negócios, e é fundamental para mostrar se o projeto pode mesmo dar certo

Antes de abrir um negócio, é fundamental fazer um business plan - estudo que mostra se o projeto é viável e qual a melhor forma de tirá-lo do papel

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Muito se fala que a vida de empreendedor não é fácil, mas a verdade é que os desafios começam muito antes de abrir as portas. Entre ter uma boa ideia e tirar o projeto do papel, está o business plan, ou plano de negócios – um estudo que vai dizer se o empreendimento é viável, orientar os primeiros passos, prever riscos e traçar algumas estratégias.

Quem não tem formação ou experiencia profissional na área de finanças ou administração pode se atrapalhar na hora de fazer esse tipo de levantamento. Para ajudar, reunimos todas as informações importantes. Confira.

O que é um business plan?

Business plan é um estudo que o empreendedor faz para entender qual a viabilidade da empresa do ponto de visto financeiro, mercadológico e burocrático, por exemplo. Em outras palavras, é uma maneira de enxergar melhor onde é possível chegar e por onde, diminuindo as incertezas e os riscos.

“Esse é um dos passos mais importantes da abertura de um negócio. Se a ideia não for inviável, o empreendedor vai perceber e desistir a tempo. Se for viável, o plano vai dar a fundação para uma empresa lucrativa”, explica Vítor dos Santos, especialista do Sebrae-SP.

Todo empreendedor precisa de um plano?

Sim, mas nem todo mundo precisa de um plano de negócios complexo ou detalhado demais. Especialmente se o seu empreendimento for pequeno, não é necessário perder muito tempo estudando e bolando estratégias antes de abrir. Um projeto simples já deve funcionar.

Lembrando que as pessoas, o mercado e as empresas estão sempre mudando. As estratégias do plano de negócios funcionam como um apoio que pode, e deve, se adaptar a novos cenários sempre que necessário. Não se prenda demais ao seu estudo.

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O que precisa ter um plano de negócios?

O projeto precisa avaliar a viabilidade pessoal, mercadológica e financeira de um negócio, afirma Vítor dos Santos. Portanto, antes de mais nada, é preciso pensar nos motivos que levam você a começar a empresa e quais são os seus objetivos. Em seguida, você pode começar a registrar os estudos e análises necessárias.

1) Análise de mercado

O business plan começa por uma análise de mercado que deve mostrar quem são seus clientes, fornecedores e concorrentes – ou seja, diz como é o mercado em que seu produto ou serviço estará inserido. Nesta etapa, você deve especificar:

  • Seu segmento de mercado

“Aqui você entende quem são seus potenciais clientes, qual o perfil deles, quais os costumes, necessidades, desejos, rotina de compra e demais características importantes do público-alvo”, explica Vítor dos Santos.

Se o cliente for uma empresa, é indicado saber como e quem decide as compras. Assim, você consegue definir seus canais de distribuição, ações promocionais e a política de preços.

  • Sua concorrência

Os estudos para o plano de negócios incluem conhecer os produtos e serviços dos concorrentes, as características, benefícios, preços e a forma como são vendidos. Basicamente, é preciso entender porque os clientes compram ou deixam de comprar dessas pessoas.

  • Fornecedores

Os fornecedores são pessoas e empresas que vão fornecer materiais, equipamentos, produtos e serviços ao seu negócio. É preciso pesquisar preços, qualidade, condições de pagamento, prazos de entrega e quantidade mínima. Tudo deve ser mantido em um cadastro.

2) Plano de marketing

O plano de marketing determina como a empresa vai ofertar seus produtos e serviços, ou seja, como vai divulgá-los e vendê-los ao público-alvo. As estratégias de marketing mais comuns são:

  • Propaganda;
  • Promoção;
  • Relações Públicas;
  • Merchandising;
  • Venda pessoal.

O plano de marketing também influencia a política de preços da empresa, pois leva em conta a qualidade do produto, o valor atribuído pelo cliente e a necessidade de viabilizar financeiramente o negócio.

3) Plano operacional

O plano operacional diz como a empresa vai desenvolver e vender seus produtos e serviços. Nesta etapa, você deve listar:

  • Materiais e equipamentos necessários;
  • Quantidade de pessoas;
  • Tempo demandado para cada etapa de produção.

A ideia é descobrir quanto você consegue produzir, vender ou quantos serviços pode prestar em determinado período. Também é importante definir aqui o espaço em que a equipe vai trabalhar, quais serão os cargos e funções dos funcionários e o perfil das pessoas que vão ocupar essas vagas. Se possível, é indicado desenhar uma planta simples com a divisão do local.

4) Plano financeiro

O plano financeiro apresenta em números tudo o que você planejou acima. Se concluir que a sua ideia é viável e tem espaço no mercado, será hora de pensar no valor a ser investido. Aqui, você deve considerar:

  • Compra de equipamentos, móveis e veículos;
  • Reformas e registros da empresa;
  • Recursos para financiar vendas a prazo e pagar fornecedores (capital de giro).

Também é preciso comparar as receitas e custos do seu negócio, ou seja, quanto você vai gastar e qual a previsão de lucros. Essas informações permitem fazer o demonstrativo de resultados, relatório que diz se a empresa vai operar com lucro ou prejuízo.

Além disso, com o plano financeiro é possível descobrir qual o ponto de equilíbrio da empresa (faturamento mínimo para que não tenha prejuízo), o prazo de retorno do investimento, e a lucratividade – que é a relação entre lucro e receita total.

5) Análise dos riscos

Qualquer empresa, nova ou já em andamento, está sempre correndo riscos. Antever os cenários ruins antes de abrir o negócio ajuda o empreendedor a ter uma noção mais realista do mercado e deixar algumas cartas na manga. Imagine, por exemplo, o que aconteceria com seu faturamento se as vendas caíssem bruscamente ou os custos aumentassem demais. Em seguida, pense nas estratégias de curto e longo prazo que poderiam ser tomadas para amenizar a crise. Deixe tudo registrado no plano de negócios.

Os cenários positivos também devem ser considerados aqui. O que você faria com o lucro se suas vendas e faturamento aumentassem muito? Quais estratégias de reinvestimento adotaria? Esse planejamento ajuda a não deixar as oportunidades passarem batidas lá na frente.

6) Estratégia

Com todas as informações acima analisadas e registradas, o empreendedor terá as ferramentas necessárias para bolar as estratégias da empresa. Aqui, deve-se considerar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças às quais seu negócio está exposto.

7) Sumário

A última etapa é montar o sumário do seu plano, uma espécie de introdução que fornece a visão geral e clara da empresa. Nessas primeiras páginas, deve haver:

  • Descrição do negócio;
  • Descrição dos diferenciais da empresa;
  • Missão;
  • Perfil dos empreendedores;
  • Produtos e serviços oferecidos e principais benefícios;
  • Segmento de clientes;
  • Localização;
  • Investimento total;
  • Enquadramento tributário.

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Como facilitar o plano de negócios

Algumas plataformas disponibilizam softwares que ajudam o empreendedor a bolar seu business plan, como é o caso do Sebrae, que têm uma ferramenta gratuita. Outras empresas, como a Empreenda!, a Smart Business Plan são exemplos de softwares pagos.

Começar uma empresa sem um plano de negócios é como fazer uma viagem sem qualquer planejamento. Por mais que possa dar certo, é muito arriscado investir tempo, dinheiro e às vezes até deixar um emprego fixo para se jogar em um caminho desconhecido, comenta Vítor dos Santos. “O plano serve para dar segurança na tomada de decisão, analisar um cenário antes de investir, corrigir e antecipar erros que só seriam descobertos durante o funcionamento. Ele é fundamental”, afirma.

 

 

 

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