Beblue quebrou? Veja como a empresa sobreviveu à crise financeira

Por Redação Azulis

Saiba se a empresa de cashback Beblue quebrou.

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A Beblue quebrou? A Beblue, empresa de cashback fundada no interior de São Paulo, iniciou as suas atividades em cidades como Ribeirão Preto, Franca e Presidente Prudente em 2016 e, rapidamente, ganhou o gosto dos brasileiros.

Com a proposta de devolver parte dos pagamentos feitos nas compras de clientes no crédito ou débito, a empresa conquistou um grande volume de usuários, já em seu primeiro ano de funcionamento. Afinal, quem não quer poupar dinheiro?

Mas nem tudo foram flores na administração desse negócio. Reclamações de clientes, atraso no pagamento dos valores de cashback e outros problemas, como a greve dos caminhoneiros, fizeram com que a Beblue enfrentasse um sério problema de caixa.

Como a Beblue não quebrou? Confira como a venda do controle operacional da empresa para a Vector Inovação Tecnologia (VIT) salvou esse negócio, e veja como utilizar o aplicativo da Beblue para receber dinheiro de volta nas suas compras.

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Por que a Beblue foi vendida para o fundo investidor VIT?

Em 2019, para se recuperar da crise, a Beblue vendeu boa parte do seu capital para a VIT, um fundo de investimentos no setor financeiro da Omni. A venda é positiva porque, além de ajudar a Beblue a se recuperar em um momento sensível, abre as portas para que a empresa cresça e se destaque ainda mais nos próximos anos.

Abaixo, você confere quais foram os principais motivos para a crise da Beblue e entende por que essa empresa quase quebrou.

Atrasos em pagamentos

Alguns desafios da Beblue, que motivaram a venda da fintech, foram a falta de transparência e o atraso nos repasses aos parceiros da marca. Em um período de apenas uma semana, 15 reclamações de lojistas foram postadas no Reclame Aqui da empresa, e se somaram a outras 200 queixas sobre o repasse financeiro. 

O problema de caixa, explicado pela empresa como resultado da greve dos caminhoneiros, levou muitos desses parceiros a se desligarem da Beblue.

Reclamações de clientes

As reclamações dos usuários também contribuíram para que a Beblue entrasse em crise. A dificuldade inicial em encontrar estabelecimentos credenciados, ou mesmo em realizar as transações devido à falta de treinamento dos atendentes, conforme mencionado no Reclame Aqui da empresa, gerou incerteza naqueles que apostaram no aplicativo de cashback.

Ainda assim, a Beblue se mantém com boas notas no Reclame Aqui, com mais da metade dos usuários dizendo que voltariam a fazer negócio com a empresa.

Greve dos caminhoneiros

Foi a greve dos caminhoneiros de 2018, porém, o grande motor da crise da empresa, que levou usuários a se perguntarem se a Beblue quebrou. Na época, segundo o CEO da empresa, quase 60% do volume transacional dela estava atrelado ao segmento de combustíveis. É nele que a Beblue mais distribui a recompensa do cashback para os usuários.

Com a paralisação das estradas, a falta de gasolina e álcool nos postos e a incerteza generalizada criada pela greve, a Beblue perdeu 80% de sua receita do dia para a noite. A empresa teve então que procurar um parceiro capaz de fornecer caixa para enfrentar o problema.

Foi aí que se deu a busca por um parceiro de capital, que comprasse participação nos lucros do negócio, tendo como troca o controle acionário. A Beblue encontrou esse parceiro na VIT (Vector Inovação Tecnologia), o braço de investimentos do grupo Omni.

Com isso, foi possível ajustar as finanças da fintech para que ela voltasse a crescer. O novo investidor também trouxe fôlego, para que a Beblue pensasse em novas ofertas para os seus clientes.

Hoje, há o projeto de transformar a marca em um banco digital, sem perder a atuação em cashback. A ideia é atender tanto contas Pessoa Física quanto contas Pessoa Jurídica, com um leque completo de serviços bancários acessíveis.

Números da fintech melhoram após a venda

A venda de parte do negócio para o grupo Omni traz mais do que a estabilidade tão necessária para que a Beblue se mantenha no mercado: a projeção é de crescimento nos próximos anos.

A startup está entre as mais desejadas do Brasil, segundo lista feita pelo LinkedIn, e diz ter aprendido com a experiência turbulenta pela qual passou.

A partir de 2019, ela começou a focar em produtos inovadores, como a integração do Beblue com maquininhas do tipo POS, além do aumento da oferta de cartões de crédito digital e de serviços bancários variados em seu app.

Os últimos números divulgados pela empresa, no final de 2019, mostram que ela conta com 5 milhões de usuários em sua plataforma. Se conseguir se manter saudável financeiramente, a Beblue tem tudo para continuar a crescer e expandir os serviços financeiros que oferta.

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Veja como acessar o aplicativo da Beblue

Agora que você já sabe que o dinheiro do seu cashback está a salvo na Beblue com o investimento da VIT, é hora de entender como usar as funcionalidades desse app incrível para fazer o seu dinheiro render. Confira o passo a passo para baixar, cadastrar-se e começar a aproveitar os recursos da Beblue.

Faça download do aplicativo

Para se cadastrar, conferir o seu saldo no app e recarregar a sua conta para fazer compras utilizando o aplicativo, é preciso, antes de tudo, fazer download da ferramenta. Acesse a Google Play ou a Apple Store e faça o download e a instalação do Beblue.

Cadastre-se na plataforma

O Beblue identifica a necessidade de creditar cashback na conta dos clientes por meio do CPF. Essa será a sua principal identificação também para acessar o aplicativo. Preencha os dados do cadastro com atenção e aguarde para receber o e-mail de confirmação da Beblue.

Faça compras com cashback

Para começar a acumular saldo no aplicativo, a melhor estratégia é fazer compras nos parceiros da Beblue. Há muitos deles espalhados pelas cidades, em lojas de conveniência e postos de gasolina. Na compra, não se esqueça de mencionar para o caixa que é cliente Beblue, a fim de receber o seu benefício.

O futuro da Beblue era incerto antes da compra pela VIT, porém, hoje, a empresa tem projeção de crescimento acelerado para os próximos anos, além de suporte para conseguir oferecer os produtos e serviços que os clientes procuram.

Portanto, a resposta para a pergunta “Beblue quebrou?” é “não” e, se você é parceiro ou credenciado da fintech, pode esperar várias inovações nos próximos anos.

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