Endividado: O que fazer para sair do vermelho?

Por Redação Azulis

Descubra a diferença entre endividamento e inadimplência, principais atitudes para evitar se endividar e o que fazer para sair do vermelho

Imprevistos acontecem, certo? Às vezes, mesmo com um planejamento, algo pode fugir do controle e acabar em um prejuízo não previsto. 

Casos de endividamento, por exemplo, podem surgir de inúmeras situações, mas muitas estão relacionadas a um planejamento que não incluíam todos os possíveis riscos ou que simplesmente foi além do limite orçamentário estabelecido.

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada no primeiro semestre de 2019, a taxa percentual de famílias em dívidas no Brasil atingiu 61,5% em fevereiro. 

Mas, afinal, o que um endividado pode fazer? Como sair do vermelho?

Endividado vs Inadimplente

Estar endividado é ser inadimplente? É fato que ser inadimplente pode levar ao endividamento, mas nem sempre o endividado acabou sendo vítima da inadimplência. 

Vale pensar sobre como o endividamento aconteceu e o que você faz para superar a situação.

Inadimplência

O termo inadimplência, em significado popular, diz respeito a alguém que não cumpriu com o acordo, ou seja, não realizou algo que havia sido combinado anteriormente.

Essa pessoa estaria sendo inadimplente ao se responsabilizar por uma tarefa, por exemplo, mas não a ter cumprido conforme acordado. 

Em suma, o consumidor inadimplente não consegue mais pagar suas dívidas e se vê obrigado a procurar outros meios, como o fato do empréstimo.

Essa questão é bastante delicada, pois, ao contratar um empréstimo para quitar uma dívida, o endividado está apenas criando outra, isto é, cria uma dívida para pagar outra dívida. 

O ponto chave desse problema é que a dívida anterior acaba sendo paga por uma dívida (empréstimo) mais alta, pois o contrato de empréstimo gera juros.

No final das contas, o endividado pode estar em um círculo vicioso ao pagar uma dívida com empréstimo, afinal, em algum momento correrá o risco de ter que contratar mais um empréstimo para pagar o anterior. 

Endividado

Em termos simplórios, a palavra “endividamento” diz respeito ao aumento das dívidas do consumidor. É uma situação em que alguém compra algo com total intenção de pagar, mas por motivos que fogem de seu controle, a dívida acaba por não ser quitada dentro do prazo. 

Nesse caso, o consumidor se vê incapaz de cumprir com o pagamento da dívida e está enquadrado como endividado. Também é visto como endividado o consumidor que utiliza o cartão de crédito para comprar algo e parcela. 

O “dinheiro” usado para esse pagamento é um tipo de empréstimo, já que o crédito do cartão vem de um dinheiro que o consumidor não possui no momento da compra. 

É aí que as coisas podem fugir do controle também, já que o parcelamento não permite total controle da situação financeira daqui determinado tempo, deixando o consumidor um pouco vulnerável caso algo venha a acontecer de imprevisto orçamentário.  

O que fazer para evitar ficar endividado?

São inúmeras as situações que fazem um endividamento. É necessário perceber qual a causa do problema para que se possa planejar uma intervenção estratégica e pontual na tentativa de superar o problema. Conheça abaixo três causas de um endividado:

  • Controle financeiro: não ter controle sobre o que consome e o quanto ganha impossibilita mensurar os gastos e pontuar as necessidades. É imprescindível, portanto, prestar atenção aos extratos, comprovantes de compra e se ater aos gastos regulares para compreender quanto entra, quanto sai e o que sobra. 
  • Cartão de crédito: embora o cartão de crédito seja uma verdadeira “mão na roda” em momentos em que não se tem a quantia necessária, é muito importante controlar seu uso, afinal é muito fácil se perder nas parcelas, principalmente quando temos a opção de pagar o mínimo mensal.

Uma dica é usá-lo como último recurso e não abusar do parcelamento para não virar uma bola de neve, o mesmo vale para o cheque especial.

  • Viver no limite: outro fato importante é quando o consumidor vive no limite de gastos em relação ao quanto ganha, ou seja, tem de gasto quase o mesmo que tem de lucro. A ideia de que “pelo menos deu para pagar tudo” é um alívio sem dúvida, mas não é interessante que isso se torne comum.

O risco de que, em algum momento, o limite se estoure é alto quando não se tem uma margem de erro já previsto desde o começo. 

 

O que fazer para sair do vermelho?

Primeiro é preciso conhecer os principais direitos de um endividado, confira abaixo, três deles:

  • Nome no SPC: antes de ter seu nome inscrito no SP ou SERASA é direito do consumidor ser notificado sobre a situação. Consta na Súmula 359 do STJ: “órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito é responsável pela notificação prévia do devedor. Súmula 359 STJ: Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição.”
  • Negociação: as cobranças endereçadas ao endividado devem conter todo detalhamento necessário para compreensão clara das dívidas, juros, taxas e possível negociação da dívida. O consumidor pode acionar um advogado caso algo esteja fora desse padrão, o que poderá adiar a negociação.
  • Exposição: o devedor não deve ser exposto ao ridículo, sendo humilhado ou constrangido por causa da condição. O artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor afirma que: “Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.”

Planejamento e organização

Um passo importante para sair do vermelho é planejar, se organizar e tentar encontrar o máximo de risco possível em relação ao consumo dentro de determinado prazo. Procurar encontrar as causas é um passo importante também, afinal é ideal que se saiba o que levou ao endividamento.

Para planejar uma intervenção de quitação de dívida, é necessário listar todas as despesas mensais e as despesas avulsas, assim como todas as entradas, sejam elas salariais ou de lucros de outro segmento. Através dessa listagem será possível selecionar as prioridades mais urgentes e que precisam de maior atenção.

Controle

Outro passo importante para sair do vermelho é justamente passar a controlar tudo: gastos fixos, ganhos mensais e extras e contas avulsas. Colocando tudo isso em perspectiva será possível operar com mais segurança e organização com as dívidas. 

Se você recorrer a um empréstimo, por exemplo, tenha em mente a lista de prioridade, as dívidas mais antigas e que não é possível negociar porque são gastos vitalícios, como contas de energia, consultas médicas, mercado e etc.

Negocie sua dívida

Além da possibilidade de recorrer a um empréstimo com taxa de juros menor, há a opção de negociação de dívida. Agora que já priorizou as contas e tem sua lista fica mais fácil perceber as dívidas maiores e que não poderá dar conta apenas com o ganho mensal. Nesse caso, negocie.

Uma opção é trocar a dívida com maiores juros por aquelas que tenham um menor percentual de juros, o que pode servir em questão ao cartão de crédito. Nesse caso, estude a possibilidade de substituir o cartão de crédito por empréstimos pessoais com taxas menores, contratando esse valor para quitar a dívida do cartão.

Agora que você descobriu dicas sobre como não ficar endividado, saiba que na Azulis há muito conteúdo focado em te ajudar a organizar seu planejamento financeiro e a empreender cada vez melhor. Não deixe de conferir o portal Vida de Dono e o canal  Azulis Brasil para se manter sempre informado!

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