Capitalismo Consciente: o que é, livro e pilares

Por Redação Azulis

O capitalismo consciente é um modismo ou uma ideia que veio para ficar? Entenda que ideia é essa, de onde surgiu e para onde vai.

Por muitos anos, capitalismo e consciência foram duas coisas completamente opostas. Essa contradição pode ser provada por meio de seus significados — o capitalismo, relacionado à individualidade e consumo, e a consciência, associada ao coletivo e bem comum. Todavia, os tempos estão mudando e hoje fala-se muito em um novo conceito: o capitalismo consciente.

Você já ouviu falar sobre ele? No post de hoje, vamos explicar um pouco mais sobre esse novo modelo de produção que já é considerado como o mais adequado para preservar as relações humanas e o planeta terra. Acompanhe!

O que é capitalismo consciente

Conhecido também como nova economia, o capitalismo consciente é um movimento global que defende que é possível produzir visando tanto o aumento do faturamento quanto o bem da sociedade e do meio ambiente.  

Empresas e marcas que optam por seguir esses preceitos desenvolvem produtos e serviços engajados em construir valores socioambientais e, assim, contribuir para o bem da humanidade e da natureza.

Isso significa investir em um negócio economicamente viável, mas também sustentável e baseado em uma cultura empresarial coletiva — sem poluição, compartilhando boas práticas, dividindo responsabilidades e gerando empregos para aqueles que mais precisam.

Em resumo, não basta empreender, mas sim querer construir uma empresa positiva, engajada em melhorar o mundo em que vivemos, com objetivos a longo prazo, de forma integrada e coletiva. 

Livro Capitalismo Consciente

O livro “Capitalismo consciente: como libertar o espírito heroico dos negócios” de John Mackey e Raj Sisodia (Alta Book, 2018), criadores do conceito, fala sobre como algumas empresas aplicam os princípios desse movimento inovador para construir estruturas sólidas e lucrativas.

Entre as organizações que seguem o modelo podemos citar o Google, Whole Foods Market, Patagonia e Southwest Airlines, as quais incorporaram aspectos promissores do capitalismo em sua gestão, não para criar valores apenas a si mesmas, mas também para os funcionários, investidores, fornecedores, clientes, comunidade e meio ambiente. 

O livro defende a redefinição consistente do capitalismo, com uma análise profunda sobre a importância do modelo para os profissionais e empresas que apostam em um futuro mais humano, sustentável e cooperativo entre todos

Caso deseje se aprofundar sobre o assunto, recomendamos a leitura

Pilares do capitalismo consciente

Agora que você já sabe o que é o capitalismo consciente e sua importância para toda a sociedade — um movimento global que visa transformar o planeta por meio de negócios sustentáveis, conscientes e inovadores —, conheça quais são os pilares que sustentam este conceito. 

Propósito maior

Empresas que seguem o capitalismo consciente apresentam um propósito perante a sociedade, ou seja, sua motivação está acima dos lucros. Pessoas que questionam o seu propósito no mundo e impactos de suas ações, não se contentando apenas com a estabilidade profissional e um bom salário, têm o perfil para seguir o modelo.

Assim, os valores de uma organização que aplica o capitalismo consciente estão alinhados à transformação social, em que seus serviços e produtos geram resultados nos mais diversos níveis da sociedade, todos os dias.

Orientação para stakeholder

No capitalismo consciente, o próprio ambiente de trabalho deve ser capaz de gerar valor, com remunerações justas, carreira estruturada e valorização do colaborador dentro da empresa. 

Para os acionistas, o relacionamento deve ter como base o crescimento sustentável e que promova a longevidade da organização, sempre com o senso de sua responsabilidade social. 

Para fora dos muros da empresa, deve-se buscar uma relação com fornecedores com valores semelhantes e que causem efeitos positivos na sociedade. Assim, é possível fortalecer o ambiente de trocas de produtos e serviços e evitar conflitos decorrentes de divergências éticas. 

Afinal, associar a imagem de duas empresas com propósitos desalinhados aumenta as chances de afastar clientes e prejudica toda a cadeia na qual essas organizações estão inseridas.

Por isso, as relações comerciais devem ser cada vez mais pautadas no benefício mútuo entre todos, na verdadeira valorização da parceria, e não apenas na mera venda de um produto ou prestação de serviço

Liderança consciente

O líder é aquele que deve disseminar a cultura de uma empresa, ou seja, traduzir o propósito maior em direcionamentos para a organização. Esse papel deve ser exercido de modo a cativar confiança, transmitir os valores do negócio e inspirar pessoas. 

O propósito principal da liderança é criar valor para todos os seus stakeholders e cultivar uma cultura que motive o time e resulte em feitos grandiosos, de alto impacto para toda a sociedade. 

Cultura consciente 

Por fim, o estágio genuíno do capitalismo consciente diz respeito a rotina de trabalho na organização, em que todas as pessoas devem vivenciar o propósito maior da empresa diariamente.

Neste modelo de economia, a empresa é uma agente transformadora da sociedade, que dissemina seus valores para fora do ambiente da organização por meio de seus colaboradores, que desenvolvem uma relação de confiança e engajamento entre si.

O capitalismo consciente é um conceito que está mudando o que conhecíamos como produção e consumo. Ao segui-lo, uma empresa não deixe os seus valores e objetivos de lado em troca do lucro e, por isso, o modelo é sinônimo de transformação socioambiental e caminhada a um mundo mais justo, sustentável e colaborativo

E você, o que acha sobre o tema? O capitalismo consciente é ou não é um bom modelo de economia? Deixe seu comentário no post contando a sua opinião. 

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