Economia Criativa: o que é e 5 projetos inspiradores

Por Redação Azulis

Entenda mais sobre esse conceito e como está impactando no mercado atual. Confira alguns exemplos de projetos inovadores.

No Brasil, ser criativo é uma estratégia empresarial fundamental para um negócio ser bem-sucedido. Em tempos de crise, a Indústria Criativa tem um papel decisivo para que a inovação entre em cena com os processos e recursos que estão à disposição. Dentro desse contexto, a economia criativa possibilita a análise dos modelos de negócio em vigor.

Novas iniciativas corporativas, as startups e cada uma das ideias disruptivas que surgem no mercado são um espelho disso. Com essa leitura, você vai ficar por dentro do conceito de economia criativa, de como a ideia caminha por aqui, além de conhecer projetos inspiradores. Confira!

O que é economia criativa

Economia criativa é quando negócios com base no capital intelectual, cultural e na criatividade geram valor econômico. A indústria criativa é responsável por um importante estímulo à produção de renda, criação de postos de trabalho e geração de receitas com exportação, ao mesmo tempo em que realiza a promoção da diversidade cultural e o desenvolvimento humano.

Essa ideia engloba os processos que criam, produzem e distribuem produtos e serviços com o uso da criatividade, conhecimento e recursos humanos.

A Economia Criativa engloba as etapas criativas, produtivas e de distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e inteligência como insumos primários.

Tamanho da economia criativa no Brasil

Por conta da reorganização econômica e social, empresas de todos os portes estão investindo cada vez mais em inovação. Houve um tempo em que a economia criativa era tida como um segmento mercadológico, mas isso definitivamente mudou. Hoje em dia, ela já é imprescindível para o desenvolvimento de qualquer setor, tamanha a sua relevância.

A economia criativa viabiliza novidades no processo produtivo, por buscar novos mercados e por promover práticas eficientes, renovando a inteligência estratégia corporativa. A prova disso é o crescimento da Indústria Criativa na economia brasileira, que só foi moderado devido à recessão dos últimos anos.

De 2014 a 2017, ela representou 2,62% de participação na riqueza produzida no Brasil, com variações baixas. O teto foi em 2015, com um índice de 2,64%, enquanto em 2017, o PIB Criativo representou 2,61%.

Se recortarmos essa taxa regionalmente, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal formam o pódio das maiores participações na Indústria Criativa, com PIBs de 3,9%, 3,8% e 3,1%, respectivamente.

Em 2017, o PIB Criativo somou R$ 171,5 bilhões, uma quantia equivalente ao valor de mercado da gigante Samsung, que ocupa a sexta colocação no ranking de marcas mais valiosas do mundo. Nesse mesmo ano, a economia criativa brasileira computou 245 mil empresas que tinham as ideias como insumo central do seu ciclo produtivo.

5 projetos inspiradores de economia criativa

Para te inspirar a aplicar esse conceito tão importante na sua empresa, vamos mostrar 5 projetos fascinantes. Veja!

1. Catarse

A iniciativa foi iniciada em 2011, com o objetivo de auxiliar o impulsionamento de projetos que não iriam para frente por falta de dinheiro. Para tanto, criou-se uma plataforma digital de financiamento coletivo, fazendo com que os cidadãos comuns pudessem contribuir voluntariamente para que cada um dos planos cadastrados na ferramenta se tornassem realidade.

A Catarse foi o primeiro sistema de crowdfunding do Brasil e, hoje, é a maior do mercado. O lucro do negócio vem da comissão que o site cobra de cada projeto inscrito, em cima do valor que for arrecadado.

O mais legal é que cada doador também ganha brindes e incentivos dos responsáveis pelos projetos, como uma moeda de troca pelas contribuições realizadas. Essa é uma verdadeira relação ganha-ganha.

2. Bliive

A ideia da Bliive é conectar pessoas dispostas a trocar seu tempo livre por serviços diversos. Para tanto, depois de fazer o cadastro no site, o usuário ganha cinco moedas, que equivalem a cinco horas do tempo da pessoa.

Esse dinheiro virtual é usado para contratar o trabalho de quem estiver cadastrado na plataforma. Então, no lugar de gastar dinheiro de verdade, as pessoas optam pela permuta para resolverem seus problemas e aprenderem coisas interessantes.

Você pode disponibilizar qualquer atividade que tenha talento para ganhar mais moedas. Tem de tudo por lá: revisores de texto, professores de dança, mentores de negócios, professores de idiomas, entre outras alternativas super legais.

3. Giral

A Giral é consultoria estratégica e de gestão em investimentos sociais que tem como proposta principal descobrir inciativas sustentáveis e causas sociais para o mundo corporativo. Atualmente, os serviços da Giral são referência para grandes instituições, como o Grupo Votorantim, a Ambev e o Walmart. Isso porque esses gigantes procuram trabalhos de engajamento social.

A Giral fornece aos seus contratantes um plano de estratégias para o projeto, isto é, ela recomenda o que deve ser feito pelo cliente. Quando contratada, a Giral faz o planejamento estratégico da ação, ou seja, indica o que a empresa deve fazer para que o trabalho de sustentabilidade seja desenvolvido.

São várias etapas a serem percorridas. Entre elas, é claro, está a hora de tirar as ideias do papel e colocá-las em prática, além das melhores práticas para o relacionamento e envolvimento com os públicos de interesse da causa.

4. ProjectHub

A melhor definição para o ProjectHub é ser uma rede social direcionada para conectar empreendedores, investidores e marcas que queiram colaborar entre si. O processo funciona fazendo com que um empreendedor criativo encontre potenciais investidores para conseguir desenvolver o seu trabalho.

O projeto inovador precisa impactar o público alvo positivamente, transformando a vida dessas pessoas, seja com base cultural, esportiva, educacional ou qualquer outra. Os perfis de investidores são diversos, incluindo empresas, marcas ou até mesmo órgãos governamentais.

5. Greentee

A Greentee vai além de fabricar camisetas diferentes. Ela elabora criações com estampas divertidas e engajadas, tudo ambientalmente correto, com algodão orgânico e material reciclado de garrafas pet. A missão é ajudar instituições sociais.

Cada uma das peças vendidas representa uma segunda camiseta como doação para entidades do terceiro setor que cuidam de crianças. Então, cada camiseta da Greentee propõe o consumo com um conceito social incorporado.

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